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terça-feira, 18 de maio de 2010

convivencia

Durante uma era glacial, muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos, por não se adaptarem às condições do clima hostil.
Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, e juntar-se mais e mais.
Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro.
E todos juntos, bem unidos, agasalhavam-se mutuamente, aqueciam-se enfrentando por mais tempo aquele forte inverno .
Porém, vida ingrata, os espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que lhes forneciam mais calor, aquele calor vital, e afastaram-se feridos, magoados, por não suportarem mais tempo os espinhos dos seus companheiros.Doíam muito...Mas, essa não foi a melhor solução : afastados, separados, logo começaram a morrer congelados, os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com precauções, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver, resistindo à longa era glacial.Sobreviveram...É fácil trocar palavras, difícil é interpretar os silêncios !
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar !
É fácil beijar o rosto, difícil é chegar ao coração !
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o seu calor !
É fácil sentir o amor, difícil é conter sua torrente !
Que possamos nos aproximar uns dos outros com amor e serenidade de tal forma que nossos espinhos não firam as pessoas que mais amamos tanto no trabalho, na escola, na igreja, em casa ou na rua.
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segunda-feira, 17 de maio de 2010

VEJA O QUE SE FAZ COM UMA MOTOSERRA

MUNDO VIRTUAL

Entrei apressado e com muita fome no restaurante.


Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, pois queria aproveitar os poucos minutos que dispunha

naquele dia atribulado, para comer e consertar alguns bugs de programação de um sistema que estava desenvolvendo, além de planejar minha viagem de férias que a tempos não sei o que são.

Pedi um filé de salmão com alcaparras na manteiga, uma salada e um suco de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime né?

Abri meu notebook e levei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:

-Tio, dá um trocado?

-Não tenho, menino.

-Só uma moedinha para comprar um pão.

-Esta bem, compro um para você.

Para variar, minha caixa de entrada esta lotada de e-mails.

Fico distraído vendo poesias, as formatações lindas, dando risadas com as piadas malucas.

Ah! Essa música me leva a Londres e a boas lembranças de tempos idos.

-Tio, pede para colocar margarina e queijo também.

Percebo que o menino tinha ficado ali.

-Ok. Vou pedir, mas depois me deixe trabalhar, estou muito ocupado, ta?

Chega a minha refeição e junto com ela meu constrangimento.

Faço o pedido do menino, e o garçom me pergunta se quero que mande o garoto ir embora.

Meus resquícios de consciência, me impedem de dizer.

Digo que esta tudo bem.

Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição descente para ele.

Então ele sentou á minha frente e perguntou:

-Tio o que está fazendo?

-Estou lendo uns e-mails.

-O que são e-mails?

-São mensagens eletrônicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de maiores questionários disse):

-É como se fosse uma carta, só que via Internet.

-Tio você tem Internet?-Tenho sim, essencial ao mundo de hoje.

-O que é Internet ?

-É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual.

-E o que é virtual?

Resolvo dar uma explicação simplificada, novamente na certeza que ele pouco vai entender e vai me liberar para comer minha refeição, sem culpas.

-Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos pegar, tocar. É lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.

-Legal isso. Gostei!

-Mocinho, você entendeu que é virtual?

-Sim, também vivo neste mundo virtual.

-Você tem computador?

-Não, mas meu mundo também é desse jeito... Virtual. Minha mãe fica todo dia fora, só chega muito tarde, quase não a vejo, eu fico cuidando do meu irmão pequeno que vive chorando de fome e eu do água p! ara ele pensar que é sopa, minha irmã mais velha sai todo dia, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, pois ela sempre volta com o corpo, meu pai está na cadeia há muito tempo, mas sempre imagino nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos, de natal e eu indo ao colégio para virar medico um dia.

- Isso é virtual não é tio?

Fechei meu notebook, não antes que a lágrimas caíssem sobre o teclado.

Esperei que o menino terminasse de literalmente "devorar" o prato dele, peguei a conta, e dei o troco para o garoto, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um "Brigado tio você é legal!".

Ali, naquela instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos!





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"Não sei... Se a vida é curta ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silêncio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que sacia, amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo: é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira e pura... enquanto durar."

Cora Coralina

domingo, 16 de maio de 2010

piada porno, religiosa


Padre, perdoa-me porque pequei (voz feminina)- Diga-me filha - quais são os teus pecados?- Padre, o demônio da tentação se apoderou de mim, pobre pecadora- Como é isso filha?- É que quando falo com um homem, tenho sensações no corpo que não saberias descrever...- Filha, apesar de padre, eu também sou um homem...- Sim, padre, por isso vim confessar-me consigo.- Bem filha, como são essas sensações?- Não sei bem como explicá-las - neste momento meu corpo se recusa a ficar de joelhos e necessito ficar mais a vontade.- Sério??- Sim, desejo relaxar - o melhor seria deitar-me...- Filha, deitada como?- De costas para o piso, até que passe a tensão....- E que mais?- É como um sofrimento que não encontro palavras.- Continue minha filha.- Talvez um pouco de calor me alivie..- Calor?- Calor padre, calor humano, que leve alívio ao meu padecer...- E com que frequência é essa tentação?- Permanente padre. Por exemplo, neste momento imagino que suas mãos massageando a minha pele me dariam muito alívio...- Filha?!- Sim padre, me perdoa, mas sinto necessidade de que alguém forte me estreite em seus braços e me dê o alívio de que necessito...- Por exemplo, eu?- Sim padre, você é a categoria de homem que imagino poder me aliviar.- Perdoa-me minha filha, mas preciso saber tua idade...- Oitenta e quatro, padre.- Filha, vai em paz que o teu problema é reumatismo...
Marcos Chaves
Há 4 coisas atrás da quais não vale a pena correr: O tempo que passou, a pedra lançada, a palavra dita e a oportunidade perdida!
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SEM CAMISINHA NAO ROLA

EU SOU DESEJO VOCE E PAIXAO - EDUARDO COSTA