O guarda rodoviário manda o sujeito parar o carro:
- Seus documentos, por favor. O senhor estava a 130 km/h. A velocidade
máxima nesta estrada é 100.
- Não, seu guarda, eu estava a 100, com certeza.
Mas a sogra, no banco de trás, corrige:
- Ah, JOÃO ANDRÉ, que é isso! Você estava a 130 ou mais!
O sujeito olha para a sogra com o rosto fervendo.
- E sua lanterna direita não está funcionando...
- Minha lanterna? Nem sabia disso. Deve ter pifado aqui na estrada...
A sogra insiste:
- Ah, JOÃO ANDRÉ, que mentira! Você vem falando há semanas que precisa
consertar a lanterna!
O sujeito está fulo e faz sinal à sogra para ficar quieta.
- E o senhor está sem o cinto de segurança.
- Mas, seu guarda, eu estava com ele. Eu só tirei para pegar os documentos!
- Ah, JOÃO ANDRÉ, deixa disso! Você nunca usa o cinto!
O sujeito não se contém e grita para a sogra:
- CALA A BOCA PORRA!!!
O guarda se inclina e pergunta à senhora:
- Ele sempre grita assim com a senhora?
- Não, seu guarda; só quando bebe...
Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação. Clarice Lispector
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quarta-feira, 5 de maio de 2010
classe eh classe
Durante a aula de Boas Maneiras, diz a professora: - Zézinho, se você estivesse namorando uma moça fina e educada e, durante o jantar, precisasse ir ao banheiro, o que diria? - Segura as pontas aí que eu vou dar uma mijadinha. - Isso seria uma grosseria, uma completa falta de educação. - Juquinha, como você diria? - Me desculpa, preciso ir ao banheiro, mas já volto. - Melhor, mas é desagradável mencionar o banheiro durante as refeições. E você, Joãozinho, seria capaz de usar sua inteligência para, ao menos uma vez, mostrar boas maneiras?
- Eu diria: 'Minha prezada senhorita, peço licença para ausentar-me por um momento, pois vou estender a mão a um grande amigo que pretendo lhe apresentar depois do jantar'...
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